FilosofiaMeu mundo de palavras
Vivo do/no mundo das palavras. Fico encantado tanto com uma boa prosa quanto com uma boa poesia. Sou loucamente apaixonado pela memorização de frases notáveis dos livros que leio. As palavras são meu mundo! E sou muito feliz em viver nele!
No mundo das palavras posso dançar, cantar, pular, enfim, ser livre! Aliás, ser autenticamente livre! Neste mundo de ideias, pensamentos e cheio de artimanhas gramaticais, tenho des-coberto, na mente do/a autor/a, a minha própria mente; na identidade de quem escreve encontro minha própria identidade como leitor; na autenticidade do/a escritor/a, encontro a inspiração e o caminho para também escrever! E no mundo das palavras há uma que é especializada em descrever esse belíssimo processo: alteridade.
Palavras são fonte de esperança; palavras são fonte de amor; palavras são a fonte da liberdade. Quem lê, pensa; e quem pensa é livre!
Palavras constroem pontes entre alteridades; também entre o passado do/a escritor/a e o presente do/a leitor/a. Quem quer construir pontes e estabelecer laços, deverá, quem sabe, começar pela mudança das palavras que usa. Há palavras que edificam e há palavras que destroem; há palavras que curam e há palavras que machucam; há palavras que alegram e há palavras que entristecem; há palavras que emocionam e há palavras que desumanizam. Palavras e mais palavras!
Você está convidado/a a entrar neste mundo singular. Há espaço de sobra – e livros também. Faça também você das palavras o seu mundo. Mas não para a alienação; ao contrário, quem vive no mundo das palavras se descobrirá cada vez mais com os pés no chão!
Felizes sejam todos que aceitarem esse bem-aventurado convite.